quarta-feira, 1 de junho de 2011

A indisciplina na sala de aula, tem jeito?


Nesses quadrinhos Calvin mostra algumas causas de indisciplina na sala de aula.





Lendo sobre indisciplina, deparei com um texto muito interessante publicado na Revista Nova Escola: O que é indisciplina?

Muitos a estudam, muito se discute, mas a verdade é que não existe uma fórmula mágica para combatê-la.
Em conversa com outros professores tenho me deparado com o seguinte questionamento: Quando a escola já tentou de várias maneiras conversar com a aquele aluno e não surge o resultado esperado é comum chamar o responsável para um diálogo. E o que ouvimos dos pais? O posso fazer com o meu filho? Já não sei mais?
Como as coisas estão invertidas. Cabe sim à escola educar as crianças e lhes mostrar a diferença de: regras morais (não mentir) e convencionais (não usar celular em sala). Mas o que tem acontecido é que muitas vezes  o que deveria ser reforçado na escola, muitas vezes, é ali começado. Não se questiona aqui quem é que tem mais obrigação ou não, mas saber que ambos devem trabalhar juntos: família e escola. O aluno precisa entender o valor das regras para poder viver não somente na escola, mas em sociedade. 

Atitudes autoritárias são retrógradas e não funcionam mais, não com geração que aprendeu a questionar. 
O professor precisa rever sua metodologia frequentemente, é impressionante como coisas que dão certo com uma turma não dão com outras da mesma escola e série. Se cada ser é único o que dirá de cada turma?
Na minha opinião o mais importante é: tratar todos, sempre, com respeito. E mostrar ao aluno que quem perde é ele e a turma quando a indisciplina toma conta.
Sei que ainda engatinho nesse assunto, não tenho fórmulas para dar a ninguém. Mas adoraria discutir sobre o assunto.

4 comentários:

  1. Pela experiência que tive, acredito que não exista aluno indisciplinado e sim: pais omissos e direção fraca! O aluno só vai "aprontar" se houver espaço pra isso, se perceber que seus atos não terão consequências. Uma escola em que há bons professores, direção de pulso firme; e pais compromissados e participativos dificilmente sofrerá desse mal.
    Bjokas :)

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  2. Realmente equilibrar esse tripé não é nada fácil: precisaríamos de "todos" os professores realmente motivados e cada um tem a sua realidade e os motivos. A direção da escola em que trabalho, felizmente, tem tentado de várias formas contornar os problemas que aparecem. Mas com a família é mais difícil, compromisso leva tempo! E parece que nem todos têm pra dar. Talvez, a obrigatoriedade da escola tenha feito com que alguns pais só achem que estão cumprindo com a sua obrigação em levar os filhos à escola. Já participar seria uma outra conversa...Também acredito que a união desses três fatores seriam primordiais, mas como promover essa união? Como mostrar à família a importância de participar efetivamente da vida de seus filhos?

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  3. Ciiiiiida, além de estar com muitas saudades, estou muito orgulhosa de você e do seu trabalho, que surpresa!!
    Pois é, indisciplina é a palavra mais ouvida hoje pelos corredores e salas de professores nas escolas ou em qualquer conversa entre educadores. Eu costumo dizer que a indisciplina que vivemos atualmente tem outro nome: falta de educação. Em outros tempos indisciplinado era aquele aluno que fazia uma bagunça aqui, uma "bolada" de aula ali, uma travessura de recreio, enfim, coisas que considero até certo ponto saudáveis na vida escolar dos nossos adolescentes, fases, digamos. Hoje o que percebo, ou melhor, convivo, é com uma tremenda falta de educação e respeito. Não vamos generalizar, claro, mas uma boa parte de nossos alunos está sofrendo dessa carência educativa, infelizmente. E o mais triste é que certas famílias tentam transferir a responsabilidade de educar aos professores e à escola. Não, não somos responsáveis únicos pela educação moral e ética dessas crianças. Estamos na vida delas de passagem, para auxiliar, reforçar a educação social e trocar conhecimentos. Esse é nosso papel. O jeito que se tem, respondendo a sua pergunta, acredito que seja uma retomada das responsabilidades por parte dos pais, principalmente. Seja com a presença na escola, na vida do filho, seja acompanhando suas emoções ou lazer, dando amor. A chave está no amor. Porque os efeitos negativos não são somente na escola, mas percorrerão por toda a vida de cada ser, em suas relações. Quem sabe assim, a próxima geração saiba CONVIVER com harmonia, respeito e amor.

    Beijo grande!

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  4. Oi Cloude, também fiquei surpresa com a sua visita. Foi um ótimo presente! Que bom que gostou. E concordo com o que você disse: A chave realmente está no amor. A carência afetiva acaba influenciando todas as relações, sejam elas: professor-aluno, aluno-aluno, e pro aí vai... volte sempre.

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